Por que você precisa saber gerenciar projetos - Parte I: Caso Doutor Figueira (fictício)* Este artigo será postado em partes devido ao seu tamanho Depois de muita dor de cabeça com seu velho sistema de marcação de consultas, Doutor Figueira decidiu: “vou encomendar um programa sob medida para meu consultório. E mais, para auxiliar minha secretária, quero que os pacientes marquem suas próprias consultas via internet, de modo que ela só tenha o trabalho de confirmá-las”. Doutor Figueira, que não tinha conhecimento na área de informática, contratou a empresa SoftMaximo, de um conhecido do cunhado, para desenvolver seu novo sistema - aliás, o próprio nome da empresa combinava com sua idéia: o máximo! Foi assim que tudo começou. Na primeira conversa com a SoftMaximo, Doutor Figueira pediu informações da empresa. O representante comercial explicou que, embora a organização fosse nova, seus funcionários tinham experiência no desenvolvimento de sistemas, adquirida em empregos anteriores. Além disso, a SoftMaximo trabalhava por projetos: era só juntar o pessoal, cada qual com sua função, e mandar ver! Fechado o contrato, marcaram o início do trabalho. A empresa designou o analista de sistemas para ser o gerente deste projeto. Primeiramente, o analista de sistemas da SoftMaximo veio ao consultório para levantar os requisitos do sistema - o que o sistema “tem que fazer” - com o Doutor Figueira. Em pouquíssimo tempo, o “experiente” analista já sabia o que o Doutor Figueira queria. Para ilustrar essa história, vamos utilizar figuras metafóricas. Veja como o Doutor Figueira explicou o que precisava. ![]() Ao final da rápida coleta de informação dos requisitos do sistema, ou seja, o escopo do projeto, o analista de sistemas da SoftMaximo chegou à seguinte conclusão - “o Doutor Figueira quer um sistema assim”: ![]() Com isso, deu por encerrada a primeira tarefa do projeto: o levantamento de requisitos e a descrição do escopo. Agora, era só começar o desenvolvimento propriamente dito. O analista de sistemas achou que era melhor não perder tempo digitando as informações coletadas num documento, e decidiu que mais rápido seria desenvolver logo os diagramas e começar a programar, visto que ele já conhecia o escopo do projeto e sabia das funcionalidades do sistema. Doutor Figueira ficou aguardando o resultado do projeto. O modelo de desenvolvimento adotado não previa entregas intermediárias. O pessoal da SoftMaximo pôs a mão na massa. Referências: |
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